QUANDO TUDO ERA UM AREAL
O MORRO TORRE DO TOMBO
1665-O capitão josé da Rosa Alcobaça passou por aqui indo para o Cunene no patacho Nossa Senhora da Nazareth em 4 de Janeiro de 1665.
O Piloto Pederneira
O sargento Domingos de Morais em companhia de José Rosa Alcobaça.
Bernardo Quado Goya
1666-André Chevalier
1723-Kenny
1762-Tomás Decombo
1765-Luís Barros
1768-W. Taylor
1770-Tomás Decombo
Manuel Rodrigues Coelho
Marti
Na rocha branda do morro das inscrições ou Torre do Tombo foram escavadas grutas, possivelmente por corsários, para servirem de abrigo e refúgio na sua itinerância pela costa. (Créditos de imagem de Mário Tendinha´s Site) E
foram essas mesmas grutas que abrigaram, anos mais tarde, famílias de olhanenses, que em meados do sec XIX foram chegando a Moçâmedes, em levas sucessivas, voluntariamente, sem apoios governamentais; os primeiros, em caíques (pequenas cascas de noz de vela latina triangular utilizados na pesca e comércio de cabotagem na costa portuguesa, no norte de África e no Mediterrâneo) para aí reconstruírem as suas vidas e inaugurarem uma nova era de progresso para o distrito, cuja riqueza seria proporcionada pelo mar.
O NOME MOÇÂMEDES
Como foi referido acima, em Agosto de 1785, àquele abrigo da Angra do Negro chegava, para aportar, o Tenente Coronel Pinheiro Furtado , que a bordo da fragata Loanda, comandava uma expedição de reconhecimento da costa marítima até ao Cabo Negro.
Para o mesmo local, mas por terra, seguia outro grupo de exploradores, chefiados pelo Sargento-Mor de ordenanças Gregório José Mendes. Estas duas viagens foram ordenadas por José de Almeida e Vasconcelos Soveral de Carvalho da Maia Soares de Albergaria, 11º. senhor da terra e celeiro de Moçâmedes, póvoa beirã no concelho de Vouzela, designado, Barão de Moçâmedes. Por honra e homenagem a esta iniciativa e ao êxito da empresa, Pinheiro Furtado quis fixar em terras de Angola os títulos de nobreza do seu governador, levantando cartas topográficas em que inscrevia os nomes de Baía de Moçâmedes onde anteriormente se mencionava Angra do Negro. Assim, este oficial seria o verdadeiro padrinho da futura cidade africana. O topónimo Moçâmedes, único no País, de origem árabe e de significado obscuro, para sempre ficaria ligado a uma terra de África. Ao passar por aquela póvoa beirã, foi-me indicado um solar senhorial, um tanto degradado, cujo portão da propriedade estava fechado a cadeado e que me disseram pertencer aos herdeiros de tão ilustre político, que marcou uma época em Angola depois de ser governador de Goiaz no Brasil. Os esforços que então foram feitos para fixação de povoadores portugueses a sul de Benguela, com receio de que outras potências coloniais tomassem tal iniciativa, não tiveram eco a nível de governo central e este grande anseio do Barão de Moçâmedes, naquele momento, não passou de um sonho cor de rosa. A corrente migratória continuou a processar-se para o Brasil que se tornou independente em 1822. Esse projecto iria materializar-se muito mais tarde, quando a 1ª. colónia chegou a Moçâmedes, no dia 4 de Agosto de 1849, ída de Pernambuco, chefiada por Bernardino, que já lá encontrou o presídio na Ponta Negra (Fortaleza D. Fernando), construído entre 1840 e 1845, (1º. passo para o povoamento da região, cuja força militar destacada seria o garante da segurança de povoadores e de seus bens) e 7 feitorias, cuja pesca era exercida por escravos. Uma delas, a do olhanense Cardoso Guimarães, que introduziu a técnica da produção do peixe seco em 1843 foi de primordial importância para o início do comércio de cabotagem que mais tarde os olhanenses promoveram em toda a costa de Angola, S. Tomé e Príncipe e Congo.

11 Comentários:
Oi eu tava pulando de blog em blog e cai nesse =)
Por
ß, Às
8:31 PM
Um novo espaço de encontros e amizades , com videochat, mapas, blogs, albuns de fotos, videoteca, música e noticias sobre Africa! www.africamente.com
Por
africamente, Às
1:02 AM
Sei ao que vinha porque apanhei o link com Mario tendinha gostei e vou voltar.
Namibiano Ferreira/Joao Ferreira, neto de Joao Craveiro de Porto Alexandre.
Por
NAMIBIANO FERREIRA, Às
7:48 AM
Sim, gostei da narração, simples, clara e com facilidade de leitura.
Tens é q emendar a dta acima. Não creio qu o ano esteja correcto, ou tens há mais de um ano isto escrito?
Obrigado tambem pela hiostória que deixas aos outros.
Teu irmão
Walter
Por
Anónimo, Às
4:37 PM
Oi Cláudio, ultimamente tenho navegado, pelos sites à procura de gentes, factos, raízes.. gostei do teu.. escreve mais.. um abraço do Ruca
Por
Anónimo, Às
12:23 PM
Oi Ruca. Agrade�o a tua presen�a do blog. O tio Trindade ser� referenciado a seu tempo. Foi um grande desportista de suar a camisola e dirigente duma �guia que teve de ser conduzida por ele nos �ltimos anos de v�o.Um forte abra�o.
Por
Anónimo, Às
7:27 PM
Agradeço ao Namibiano Ferreira ser leitor do blog.Incentiva-me tê-lo como leitor e aproveito para lhe dizer que também sou um seu leitor interessado. Parabéns. Um forte abraço. Cláudio Frota.
Por
Anónimo, Às
7:38 PM
Sou de Porto Alexandre (1963).Estou a fazer um trabalho sobre a minha terra. Alguem tem conhecimentos que queira compartilhar. Augusta
Por
Anónimo, Às
4:36 PM
D. Augusta:
Existem alguns blogs muito interessantes de patrícios nossos com muita informação e que lhe poderão ser úteis. :ex:www.princesa-do-namibe.blogspot.com.Através deste descobrirá os outros.Boa sorte.
Cláudio Frota
Por
Anónimo, Às
5:25 PM
Olá Claudio
Falaste-me deste teu trabalho e, obrigatóriamente, tinha que vizitá-lo. Confesso que não tive tempo de ler tudo, mas demorei-me desfolhando pachorrentamente o teu album fotográfico; e foi com um sorriso nos lábios que me descobri numa delas, tirada em 2005 quando estive no Namibe. De onde veio essa, há mais, portanto dispôem. Parabéns pelo teu trabalho.
ManelaLopes
Por
Anónimo, Às
8:17 PM
Obg. Manela pela tua disponibilidade e presença no blog
Cláudio Frota
Por
Anónimo, Às
8:31 PM
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